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31/01/2016

ENERGIA EÓLICA DEVE GERAR 50 MIL NOVOS EMPREGOS EM 2016 - MATÉRIA

Da Agência Ambiente Energia - De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica, os empreendimentos nacionais de energia eólica devem gerar 50 mil novos empregos no ano de 2016. Contrariando as expectativas para diversas outras áreas econômicas do Brasil, o setor eólico deve gerar ainda mais empregos do que no ano passado, quando 40 mil novos postos de trabalho foram criados.
Élbia Gannoum, presidente da Abeeólica, informou que a associação possui o conhecimento de que a cada Megawatt eólico instalado, 15 novos postos de trabalho são automaticamente gerados. Ainda segundo Gannoum, em 2016 serão investidos R$ 20 bilhões na construção de 175 novos parques eólicos por todo o Brasil, totalizando a geração de mais de 3 Gigawatts de energia eólica.

Em constante crescimento, em 2015 a energia eólica demonstrou crescimento de 35% em sua participação no Sistema Integrado Nacional (SIN) quando comparado a 2014, tendo a expectativa de crescer, em 2016, 36% em relação a 2015. A região Nordeste se destaca pelo seu potencial de geração de energia eólica; Bahia, com 62 parques eólicos, e Rio Grande do Norte, com 100 parques, figuram entre os três principais estados geradores de energia eólica, juntamente com o Rio Grande do Sul, que possui 66. A expectativa é de que, até o fim deste ano, Bahia passe para a primeira posição.

A Abeeólica prevê que, nos próximos cinco anos, a energia eólica se torne a segunda maior fonte de energia do Brasil, responsável por 12% do total de energia gerada. Atualmente, este número é de 5,53%.

Modalidades de energia não devem ser vistas como concorrentes

Élbia Gannoum explica que as fontes de energia alternativa apresentam o que podem ser chamadas de “safras”, exemplificando que, assim como a energia hidrelétrica se beneficia nos períodos de chuva, a energia eólica se beneficia entre os meses de junho a outubro, que apresentam mais força de ventos. “O Brasil é um país com um potencial energético tão fantástico que, quando os ventos diminuem, a chuva chega”, declara Gannoum, reforçando que as modalidades de energia se complementam.